Egito: Dia 10 – Um regresso ensombrado pela greve

Na véspera de regressar da viagem ao Egito, recebi no meu email uma mensagem da Easyjet alertando-me para os efeitos imprevisíveis provocados pela greve do pessoal de terra no aeroporto de Barajas, em Madrid. Ficámos de imediato muito preocupados e sem saber bem o que fazer ou como reagir no dia seguinte, quando tínhamos programados os dois voos de regresso: o da Egyptair, que faria a ligação entre o Cairo e Madrid de manhã, e o da Easyjet, que ligaria Madrid a Lisboa. Nunca tínhamos passado por nada do género, apesar de já termos algumas viagens no passaporte, e não havia um plano B. A solução foi desejar que nada de grave estragasse o final da viagem.

IMG_4344
Vagueando pelo aeroporto do Cairo I

IMG_4345
O embarque no Cairo

Com as malas feitas e o passaporte na mão, rumámos às 06:30 do dia seguinte para o aeroporto cairota para apanharmos então o voo até Madrid, num Boeing 737-800, que saía às 09:30 locais. O check-in foi feito sem grandes complicações, apesar de os tapetes rolantes, para onde as malas eram despachadas, não estarem em condições. Cinco horas depois, pontualmente, aterrávamos em Barajas, já com o almoço tomado a bordo do voo da Egyptair, que decorreu sem sobressaltos.

IMG_4346
À espera na sala de embarque…
IMG_4348
Prestes a descolar
IMG_4355
Almoço a bordo em voo Egyptair

E em Barajas, por ser quarta-feira, a greve provocada pelo pessoal de terra ainda não estava a ter grandes repercussões. Havia atrasos na saída dos aviões para os seus respectivos destinos, devido ao atraso no despacho das bagagens, e poucos ou quase nenhuns voos tinham sido cancelados. A Easyjet tinha também toda a sua operação em pleno, apesar dos atrasos. Perante a possibilidade de o nosso voo até Lisboa ser mesmo cancelado e remarcado, sabe-se lá para quando, dado que a greve se prolongaria até ao Domingo seguinte, um atraso era perfeitamente suportável.

Chegando a Barajas
Chegando a Barajas

Mais uma vez, o check-in decorreu com toda a normalidade possível, assim como o embarque, meia hora antes da partida prevista do voo, às 17 horas da tarde. Contudo, foi nesta ocasião que a greve se fez sentir. Já sentados no avião da Easyjet e com um calor dos diabos, para poupar em ar condicionado e, consequentemente, em combustível, tivemos de esperar mais de uma hora enquanto depositavam as nossas bagagens no porão. Foi um processo muito lento devido à falta de pessoal. Consequência: o voo partiu atrasado mais de uma hora para Lisboa. Mas partiu, decorrendo sem sobressaltos.

Os efeitos da greve de Barajas | D.R.
Milhares de passageiros retidos em Barajas nesse fim-de-semana de greve | D.R.

A greve, segundo me recordo, foi subindo de tom a partir daquele dia e até ao fim de semana, quando atingiu o seu ápice. Já na quinta-feira, vários voos da Ibéria e British Airways foram sendo cancelados, tendo no Sábado e Domingo a maioria das aeronaves de todas as companhias áreas permanecido em terra. Escapámos por muito pouco. Mas valeu o safanão para sabermos que por mais que uma viagem seja planeada nos mais ínfimos detalhes, o imponderável pode realmente fazer mossa. Mas, felizmente, ainda não fez desta vez.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *