Egito: Oásis Hotel e Grand Pyramids Hotel, Cairo

O Cairo, como qualquer outra grande metrópole, oferece uma boa gama de hóteis, resorts e hostels, para todas as carteiras e gostos. Mas sendo uma das maiores cidades do mundo, com quase 25 milhões de pessoas, é essencial saber onde ficar. Se vai para negócios, o melhor é ficar instalado na zona de Midan Tahrir e Gezira. Porém, se vai a turismo, Gizé, onde se encontram as pirâmides, é a escolha mais certa e adequada. E acabou por ser nessa zona que fiquei instalado nas cinco noites que dormi no Cairo, três das quais no Oasis Hotel e as duas restantes no Grand Pyramids Hotel.

Fachada do Oásis Hotel
Fachada do Oásis Hotel

Fachada do Grand Pyramids Hotel
Fachada do Grand Pyramids Hotel

Oasis Hotel:

O Oasis Hotel é, literalmente, um oásis no meio da cidade poluída e cinzenta do Cairo. Situado em plena estrada que liga a capital egípcia a Alexandria, o hotel está localizado apenas a 5 quilómetros das pirâmides de Giza (e a 2 km do futuro grande Museu Egípcio), a uma hora do aeroporto e a cerca de 30 minutos do centro pulsante da cidade, isto, claro, descontando o eventual tempo que perderá em engarrafamentos nas horas de ponta.

Localização do Oasis Hotel no Cairo | D.R.
Localização do Oasis Hotel no Cairo | D.R.
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As villas
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Cada telhado redondo, um quarto

Na prática, o hotel é constituído por diversas villas, cada uma contendo três ou quatro quartos ou suites. Além da cama king size, todos os quartos têm ar condicionado, casa de banho privativa, secador de cabelo, um grande roupeiro, uma televisão por cabo que disponibiliza um grande leque de canais internacionais, e, o mais importante, Wi-Fi de grande velocidade.

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Interior dos quartos do Oásis Hotel

O complexo disponibiliza um total de 9 restaurantes e bares aos hóspedes, dos quais se destacam os que se situam em torno da grande piscina, nomeadamente o restaurante Bedoiun (onde os pequenos-almoços são servidos), o Safari Club e o Thirsty Camel Bar. O Oásis Café, junto da recepção do hotel, merece atenção porque tem, tradicionalmente, música ao vivo.

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Zona da piscina, com bares e restaurantes I
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Zona da piscina, com bares e restaurantes II
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Música ao vivo

O Oásis Hotel já foi considerado pelo Ministério do Turismo local, por diversos anos, o último dos quais em 2010, como um dos melhores hóteis da cidade e, também do pais. É na verdade um cinco estrelas muito bem avaliado em pleno Trip Advisor. O hotel disponibiliza também vários motoristas particulares para quem deseja contratualizar as suas próprias excursões caso tenha mais tempo no Egito. Foi assim que conheci o Maher, que andou connosco dois dias, o primeiro dos quais no centro da cidade (Bairro Copta e Midan Tahrir/Gezira) e, no segundo, em Saqqara e Dashur.

Grand Pyramids Hotel:

Como já referi aqui e aqui, tivemos de contratualizar mais duas noites extra fora do circuito que tínhamos planeado com a agência em Portugal. Queríamos ir a Saqaara e Dashur, num dia, e a Alexandria, no segundo. Tivemos desse modo de arranjar um outro hotel. E a nossa escolha recaiu na hipótese com que a nossa agência também trabalhava caso não pudéssemos ficar instalados no Oásis Hotel: o Grand Pyramis Hotel. Os motivos foram apenas três: o hotel permitia (e ainda permite) reservas através do Booking, os preços dos quartos (catalogados como quatro estrelas) são muito baratos (ficou-nos em 100 euros as duas noites) e o hotel ficava bem próximo do primeiro, evitando assim termos que nos deslocar demasiado no dia do transfer.

Bem avaliado pelos hóspedes no Booking, a descrição que lá consta, infelizmente, não corresponde de todo à verdade. Sim, o hotel fica a 2 quilómetros das pirâmides, mas não, não é possível vê-las desde uma das varandas do hotel. Pelo menos no quarto em que eu fiquei, que disponibilizava mini-bar, casa de banho privativa, ar condicionado e televisão por satélite, um grande viaduto barulhento com carro desenfreados tapava por completo a vista.

Vista desde a varada do nosso quarto
Vista desde a varada do nosso quarto

Tal como consta no Booking, o hotel dispõe de 7 restaurantes e um spa para relaxar. O hotel tem 5 (ou seriam 6?) andares de altura, assume a forma de um L, ou seja, composto por dois blocos interligados entre si e tem, no seu centro, três piscinas também interligadas e uma tenda beduína, que permite experimentar a gastronomia local e viver uma experiênia beduína. Destaco, pela positiva, o restaurante italiano Lucciano onde comemos várias vezes, nomeadamente massas, pizzas e outros pratos deliciosos.

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As piscinas do Grand Pyramids Hotel
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O camelo do hotel e seu dono
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Comida do restaurante Lucciano
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Noite beduína
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A recepção do hotel
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O nosso quarto

Quero ainda destacar a possibilidade de os visitantes andarem de camelo nos jardins luxuriantes do Grand Pyramids Hotel, mediante o pagamento de uma quantia ao dono do animal que aborda, insistentemente, todos os hóspedes do local. Como já tinha andado de camelo em Aswan, não experimentei.

Se está, desde modo, a equacionar viajar para o Cairo por conta própria, para fazer apenas turismo, aqui ficam duas propostas bem interessantes de hospedagem no local. Hóteis de quatro e cinco estrelas, bem avaliados pelos que ali já passaram, a preços baixos e próximos das grandes atracções turísticas da cidade. Nota bem positiva para ambos a meu ver.

Informações úteis:

  • Oasis Hotel: Cairo – Alexandria Desert Rd. P.O. Box 44 / welcome@oasis.com.eg / + 202 38387333 ou + 202 38387666

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