Londres: da intelectual Bloomsbury à agitada Soho e West End

Uma boa ideia para começar o dia em Londres é ir ao British Museum, o museu mais antigo do mundo, situado a norte da zona agitada de Soho e West End. Além de ter um dos maiores espólios de sempre, a entrada no museu ainda é totalmente gratuita. De lá, já quase ao fim da manhã, siga para a zona da Chinatown, uma das mais importantes do género em todo o mundo e delicie-se com alguma da melhor gastronomia oriental na cidade. Dali é só seguir a Shaftesbury Street até chegar a uma das zonas mais icónicas de Londres: a Picadilly Circus. Depois de se perder no mar de anúncios em néon e de lojas que aí existem, termine o dia já em Trafalgar Square com uma visita à National Gallery.

British Museum

O British Museum é o mais antigo museu do mundo e tem no seu espólio quase 6 milhões de obras de arte, cobrindo perto de dois milhões de anos da história do nosso planeta. A entrada é totalmente gratuita, à semelhança do que acontece com outros museus de gestão não privada em Londres. Servido por várias estações do metro (Tottenham Court Road é a mais próxima), o museu está localizado em Bloomsbury, a zona mais erudita e académica de Londres, a norte do Soho e West End. O museu foi fundado por um médico no séc. XVIII, mas foi ganhando artefactos importantes de todos os cantos do mundo nos séculos seguintes, trazidos por importantes personalidades da história britânica, como o capitão James Cook.

Fachada do British Museum

O museu divide-se por três alas de exposição (oeste, norte e este), dispostas ao redor do Great Court. O ‘grande pátio’, assim mais traduzido à letra, tem no seu centro uma grande sala de leitura e encontra-se coberto por uma enorme extensão de vidro. Ali encontra-se um balão de informações com mapas grátis do museu. A minha sugestão é que pegue num e programe aquilo que mais quer ver por ali. A ala esquerda, a oeste, é aquela que a meu ver mais se destaca. Lá encontram-se baixos-relevos assírios, importantes antiguidades greco-romanas e imensos sarcófagos e múmias para adoçar a boca dos fanáticos por Egiptologia. Se estiver mais interessado na história do Oriente, deve ir para a ala norte sem hesitar. Ali encontrará antiguidades indianas, chinesas, japonesas e islâmicas espantosas. A ala este, por sua vez, é mais dedicada às coleções renascentistas e medievais. As obras do museu estão dispostas ao longo de três pisos de exposição.

Murais assírios, British Museum
Escultura, British Museum
Múmia egípcia, British Museum

No interior do museu há ainda uma loja de recuerdos, três cafés e um restaurante. Há visitas guiadas diárias. O museu está aberto todos os dias das 10 horas às 17:30. Às sextas fecha mais tarde. Para mais informações, consulte aqui por favor a página oficial do British Museum.

Great Court, British Museum

Soho Square

Um pouco mais a sul do British Museum está a Soho Square. É uma opção para almoçar após a visita ao museu. A praça é muito frequentada pelos londrinos para almoçar, especialmente no verão, quando as temperaturas ficam bem mais altas. Por ser considerada uma das zonas mais elegantes e caras da cidade, várias produtoras cinematográficas foram-se estabelecendo aos poucos por ali. Caso não tenha interesse na praça, siga rapidamente para a Chinatown, a apenas alguns poucos passos dali mais para sul.

Chinatown

A Chinatown de Londres é uma das mais conhecidas do género em todo o mundo. Saberá que está a entrar na zona quando passar por baixo de um conjunto de arcos orientais ornamentados em Gerrard Street. Se é fã de cozinha chinesa, não pode deixar de almoçar por ali. O local está cheio de lojas, supermercados, cafés e restaurantes de cozinha chinesa. Desde 1950 que esta é a zona de Londres onde se foi estabelecendo a grande comunidade chinesa na cidade. Uma altura especial para visitar a Chinatown é em finais de janeiro ou inícios de fevereiro quando, tradicionalmente, ocorrem os festejos do novo ano no calendário chinês.

Chinatown

Picadilly Circus

A Picadilly Circus é um dos ícones de Londres e um verdadeiro cartão-postal da cidade. A Picadilly Circus mais não é do que final da rua Picadilly. Na verdade, ali desembocam algumas das principais avenidas da cidade. A multiplicidade de letreiros em néon aí existentes indicam que estamos a entrar numa outra zona específica de Londres: a das compras. E haja lojas e compras para fazer por ali. Ao longo da Shaftesbury Avenue estão situadas algumas das marcas de roupa mais conhecidas em todo o mundo, algumas bem exclusivas e acessíveis às carteiras de poucos. Há uma estátua de Eros erguida ao conde de Shaftesbury bem no centro da Picadilly Circus. É nesta zona referência da cidade que poderá encontrar a mega-loja de M&M’s ou, por exemplo, a Lillywhites, especializada em roupa e calçado desportivo com preços que são, em algumas casos, verdadeiras pechinchas.

Picadilly Circus
Picadilly Circus
M&M’s store

Trafalgar Square

A Trafalgar Square é outro dos pontos mais nevrálgicos da cidade e um dos seus principais centros de atividade. Delicie-se um pouco com os fachadas dos edifícios dispostos ao seu redor. Num deles, imponente, cheio de colunas e com uma cúpula no seu topo, encontra-se a National Gallery. Mas antes de lá ir, detenda-se um pouco na enorme coluna de 50 metros existente no seu centro. No seu topo está o almirante Lorde Nelson que derrotou Napoleão Bonaparte na batalha de Trafalgar, em 1805.

Trafalgar Square

National Gallery

Para quem gosta de pintura, a National Gallery é um prato cheio. E tal como o British Museum, também aqui a entrada é livre. Na National Gallery poderá ver aquela que é uma das maiores coleções do género em todo o mundo. Na verdade, esta coleção é composta por mais de 2 mil pinturas, cobrindo quase 700 anos de história e diferentes estilos, desde o Renascimento até ao Impressionismo. Poderá apreciar obras de importantes artistas como Jan Van Eyck, Leonardo da Vinci, Vélazquez, Sandro Boticelli, Rembrandt, Van Gogh e Monet, só para citar alguns.

National Gallery

A galeria está dividida em quatro áreas. A ala Sainsbury tem expostas pinturas da altura do Renascimento (de 1250 a 1500). As mais importantes serão talvez ‘A Virgem e o menino com Santa Ana e São João Baptista’, de Da Vinci, e ‘Natividade Mística’, do italiano Botticelli. Por sua vez, a ala oeste expõe obras do séc. XVI. A ala norte tem obras do século seguinte (como ‘A Vénus Rokeby’, de Velazquez, ou ‘ A Banhista’, de Rembrandt). A ala leste expõe obras de 1700 a 1900. É aqui que poderá ver por exemplo o famoso quadro de ‘Os Girassóis’, de Van Gogh.

‘Os Girassóis’, de Van Gogh, National Gallery, D.R.

Há visitas guiadas diárias à galeria. As entradas decorrem das 10h às 18h. Às sexta encerra mais tarde. Caso queira obter mais informações da National Gallery, consulte o site oficial aqui. A galeria é servida pelas estações de metro Charing Cross e Leicester Square. Caso tenha interesse, o edifício onde está situada a National Gallery alberga ainda uma outra galeria importante: a National Portrait Gallery.

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