Londres: um passeio por Westminster e Southbank

Londres é um dos destinos turísticos mais procurados em todo o mundo. É aquele tipo de cidade que deixa uma vontade imensa de regressar, ainda antes de ter partido, e uma sensação enorme de que muito fica sempre por ver. É uma mega-metrópole, europeia e mundial, que nunca cansa e que sempre surpreende. A capital do Reino Unido é nobre, sofisticada e clássica, mas ao mesmo tempo vanguardista, cosmopolita e poliglota. A modernidade abraçou marcas de um passado glorioso, de quando esta era a maior potência económica e militar do mundo. Além de sede do Governo e motor da economia do país, Londres é também o local eleito pela mediática família real inglesa para residir. É comum ver soldados a patrulhar opulentos edifícios reais, construídos junto de avenidas largas, algumas com as tradicionais cabines telefónicas, que desembocam em praças com grandes letreiros em néon. A cidade está cheia de museus gratuitos, grandes teatros, exposições e shows, mercados de bairro, parques e restaurantes especializados em gastronomia de todo o mundo. É uma metrópole ideal para caminhadas ao ar livre e que satisfaz como poucas os interesses de todos. É possível fazer muitas viagens à mesma Londres que eu, você e todos os outros conhecem ou gostariam de conhecer. E os roteiros que agora se seguem representam isso mesmo: a minha viagem.

Se está pela primeira vez em Londres o ideal é não perder tempo e ir logo para Westminster, junto ao rio Tâmisa ou Thames. Esta é capaz de ser a zona de Londres que concentra o maior número de atrações turísticas de interesse por metro quadrado em toda a cidade. Por estar no coração de Londres, Westminster é obviamente bem servida de transportes públicos, metro inclusive. Para ir para a zona, não há que enganar: basta sair na estação de metro com o nome de ‘Westminster’. Quando lá chegar é só olhar em frente para dar de caras com um dos mais famosos ícones de Londres: o Big Ben. A partir daí, haja fôlego para explorar tudo o que a zona tem de bom para oferecer.

Estação de metro Westminster, com Big Ben e Parlamento atrás

Big Ben e o Parlamento

O Big Ben, como é carinhosamente conhecido em todo o mundo, é na verdade o nome dado ao sino do relógio da torre mais alta do Palácio de Westminster. O edifício é o mais emblemático da cidade e um dos mais importantes do país. É aqui que funciona o Parlamento britânico. Pela sua dimensão e localização, contígua ao rio Tâmisa, o palácio de Westminster domina toda a paisagem da zona. Também conhecido por Houses of Parliament, o edifício foi construído em 1870 em estilo gótico revivalista, bem em frente da abadia de Westminster. O atual palácio de Westminster foi construído no lugar de um outro, consumido pelas chamas de um incêndio que devastou a zona no séc. XIX. Precisamente junto do atual edifício, ainda é possível ver o um pouco do que restou do original.

NOTA: É possível ver o interior do Palácio de Westminster, marcando visita. Mais informações, carregar aqui.

Big Ben e o Parlamento, vista desde a Westminster Bridge
Big Ben

Abadia de Westminster

A abadia de Westminster é o local por excelência das várias cerimónias da família real britânica. Aqui decorreu, por exemplo, a coroação em 1953 da rainha Isabel II, a cerimónia fúnebre da princesa Diana, em 1997, e mais recentemente o casamento do príncipe William e de Catherine Middleton, em 2011. O casamento do príncipe Harry com Meghan Markle, em Maio próximo, não será realizado aqui. A abadia de Westminster foi fundada no séc. XI e é um bom exemplar da arquitectura medieval inglesa.

Durante a visita ao seu interior, não pode deixar de contemplar aquela que é a nave gótica mais alta em todo o país, com 32 metros de altura. É nesta abadia que se encontra o santuário do último rei anglo-saxão, Eduardo, o Confessor (responsável pela construção da abadia), bem como o túmulo da rainha protestante Isabel I e da sua congénere rival católica, Maria, rainha dos Escoceses. No interior da abadia vai ainda encontrar o túmulo de um soldado britânico desconhecido morto na I Guerra Mundial. É possível visitar o interior da abadia das 09:30 às 15:30 e a entrada é paga (20£ para bilhetes comprados online e 22£ para entradas adquiridas à porta).

NOTA: Para mais informações sobre a abadia, por favor carregar aqui.

Abadia de Westminster
Abadia de Westminster

Downing Street, n.º 10

A residência oficial do primeiro-ministro britânico fica no n.º 10 de Downing Street. É aqui que se reúne regularmente a atual primeira-ministra, Theresa May, com os ministros do seu Governo. Theresa May é a segunda mulher na história da democracia do país a ocupar o posto. A primeira foi Margareth Thatcher. Por aqui passaram outros nomes sonantes da política britânica como David Cameron, Gordon Brown e Tony Blair. No número 11 da mesma rua está a residência oficial do chanceler do Tesouro britânico. Por motivos de segurança, não é possível visitar desde 1989 o interior das duas residências. Ambas são fortemente policiadas. É possível ali chegar vindo do Parlamento britânico e da abadia seguindo a Parliament Street.

Downing Stree, n.º 10, policiada
Parliament Street

London Eye

A London Eye é uma das maiores rodas panorâmicas do Mundo e oferece vistas estonteantes de toda a cidade de Londres. Na altura da sua inauguração, na passagem de ano de 1999 para 2000, a infra-estrutura era mesmo a maior do género. A London Eye foi inaugurada nesta data simbólica para assinalar a passagem para um novo milénio. De lá de cima é possível ver o Tâmisa, o Parlamento e o Big Ben, a cúpula da Igreja de St. Paul, o arranha-céus mais alto da Europa (o de Shard), entre vários outros. No total, a roda tem 32 cabines de observação, cada uma com uma capacidade máxima de 25 pessoas.

London Eye e rio Tâmisa

O ideal é ir com tempo para subir à London Eye, visto que esta é uma das maiores atrações turísticas de Londres. Escolha um dia sem nevoeiro ou que não esteja muito nublado. Há vários tipos de bilhetes para aceder à London Eye. O bilhete individual normal custa 22,95£, enquanto o fast-track (que permite furar a fila de espera) custa 33,30£. Há também outro tipo de bilhetes que pode adquirir para combinar com a entrada em outras atrações de Londres como, por exemplo, o museu Madame Tussauds. A London Eye está em funcionamento, diariamente, das 10h às 20:30. É possível lá chegar vindo da zona do Parlamento cruzando o Tâmisa pela Ponte de Westminster.

NOTA: Para mais informações sobre a London Eye, por favor entrar aqui.

Tate Modern

Depois de sair da London Eye, o ideal é margear todo o rio em direção à Tower Bridge, já em Southbank. Nessa zona, caso tenha tempo, poderá visitar uma das maiores galerias de arte contemporânea do mundo: a Tate Modern. Ali é possível ver obras de Picasso, Dalí, Matisse e vários outros artistas contemporâneos, em regime rotativo. A entrada é livre, embora o acesso às exposições temporárias seja pago. A Tate Modern ocupa o lugar de uma antiga central elétrica. A galeria tem no seu interior um restaurante, um café, esplanadas com vista para o rio e uma livraria.

É possível aceder desde a Tate Modern a outra galeria de arte, a Tate Britain, de barco. Em frente da Tate Modern está a Millennium Bridge, outra infra-estrutura inaugurada por altura da passagem do milénio. A ponte é toda feita de aço e permite ligar, de forma pedonal, a zona de Southbank à City. A Tate Modern está aberta ao público diariamente das 10h às 18h. Às sextas e sábados encerra mais tarde, às 22h.

NOTA: Para saber mais sobre a galeria de arte, nomeadamente as suas exposições temporárias, veja a programação aqui.

Tate Modern ao fundo e Millennium Bridge, D.R.

Shakespeare’s Globe

Bem próximo da Tate Modern encontra-se o Shakespeare’s Globe. O teatro tem sempre em cena peças de teatro de William Shakespeare. As mesmas são exibidas a céu aberto, no espaço original, que foi entretanto reconstruído a partir do original. Há lugares sentados nas bancadas para ver as peças e também a pé, no pátio central. O local tem nas suas imediações três estações de metro: London Bridge, Southwark e Borough.

NOTA: Os preços e horários das peças do Shakespeare’s Globe podem ser consultados aqui.

Shakespeare’s Globe

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