Madeira III – roteiro pela zona oeste

O relevo mais acidentado e irregular que tão bem caracteriza a costa norte e o centro da Madeira vai sair de cena quando explorar o sul da ilha, principalmente a zona oeste. Nesta parte da ilha, as encostas são mais suaves e planas e as aldeias agrícolas intermináveis. Em todas, o número de casas de telhas vermelhas é incontável. Há vinhas e bananeiras a perder de vista. E uma multiplicidade de pequenas localidades a visitar que deve mesmo ter em conta. Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta ou Jardim do Mar são apenas algumas das que constam no roteiro deste terceiro dia pela ilha. E pelo meio, o circuito deixa ainda tempo para ver as vistas no cabo Girão e para descer de teleférico à Fajã dos Padres.

Câmara de Lobos

A Via Rápida (VR) 1 liga muito rapidamente o Funchal a Câmara de Lobos. A cidade deve o seu nome aos lobos marinhos que se estendiam anteriormente em toda a plenitude da praia dos Seixos. Hoje em dia, a praia foi transformada em estaleiro naval ao ar livre. Os barcos que vão para o alto mar são ali reparados diariamente e pintados de azul, vermelho e amarelo ou às riscas. O centro histórico da cidade é muito compacto, vê-se rapidamente e todos os caminhos vão dar à baía de Câmara de Lobos. O centro fervilha de bares barulhentos. No meio dessa confusão, o destaque recai sobre a capela dos Pescadores. Os moradores dão ali graças todos os dias pelo facto de os pescadores regressarem a terra após uma longa noite no mar. Capturam principalmente peixe-espada, muito apreciado na Madeira e presença certa nos menús dos restaurantes da ilha.

Câmara de Lobos
Câmara de Lobos
Câmara de Lobos com socalcos de bananeiras atrás

Cabo Girão

O cabo Girão é o mais alto penhasco marítimo da Madeira e está situado a 580 metros de altitude. É também considerado o segundo mais alto do género em todo o continente europeu. No local do miradouro, foi construído uma plataforma suspensa em vidro que permite ver as fajãs do Rancho e do cabo Girão, pequenas áreas de cultivo existentes no sopé da falésia, bem como o oceano Atlântico e as cidades de Câmara de Lobos e do Funchal. As vistas do local são fabulosas. Privilegie uma ida num dia com muito sol. Para lá chegar vindo de Câmara de Lobos é só seguir a Estrada do Cabo Girão.

Panorâmica desde o cabo Girão
Vistas desde o cabo Girão
Vistas desde o cabo Girão

Fajã dos Padres

Antes de seguir para a cidade de Ribeira Brava, aproveite para relaxar na praia da Fajã dos Padres e para almoçar no restaurante ali existente. Para lá chegar, basta sair ao quilómetro 6 da VR 1, indicação Cabo Girão/Quinta Grande, virar em seguida à esquerda e seguir toda a extensão até sul da estrada Padre António Dinis Henriques. A descida até à Fajã dos Padres é feita usando o teleférico no local. A distância cá de cima até ao sopé é de 300 metros e a descida é vertiginosa proporcionando espectaculares vistas da fajã, do oceano e até da localidade de Ponta do Sol, mais ao longe. No sopé, aproveite para observar atentamente o cultivo de imensas espécies de frutas tropicais, desde a banana à manga, passando pela papaia, a pitanga, o figo ou o maracujá, só para citar algumas. A praia é de calhau e não é vigiada. Contudo, há por ali um pequeno cais onde foi construído um solário que permite estender a toalha, apanhar banhos de sol e entrar facilmente no mar. Após relaxar um pouco, coma um bom peixe fresco no restaurante da Fajã dos Padres. É aconselhável reservar com antecedência.

Horário e preço do teleférico: das 10h às 18h nos meses de Inverno e até às 19h nos meses de Verão. O preço é de 10€ por pessoa, gratuito para crianças de idade até 11 anos.

Restaurante da Fajã dos Padres: no Verão, o restaurante abre às 10h e encerra às 18h. Nos meses de Inverno, o restaurante abre à mesma hora e encerra às 17h. Poderá reservar mesa aqui.

Teleférico de Fajã dos Padres
Fajã dos Padres
Fajã dos Padres
Bananeiras em Fajã dos Padres
Praia em Fajã dos Padres
Praia em Fajã dos Padres
Fajã dos Padres

Ribeira Brava

Ribeira Brava é uma das cidades mais antigas da Madeira, mas sem muito para ver. A cidade ganhou importância logo no séc. XV graças à produção de açúcar. Na localidade, destacam-se atualmente a sua igreja paroquial, também do séc. XV, e ainda um pequeno museu etnográfico, com artesanato local. A cidade fica a meio do caminho entre a Fajã dos Padres e a localidade de Ponta do Sol.

Ribeira Brava
Praia em Ribeira Brava
Ribeira Brava

Ponta do Sol

Ponta do Sol tem uma das praias de calhau mais espectaculares para ir a banhos em toda a Madeira. É dali que poderá obter também uma das melhores vistas do por do sol em toda a ilha. Estenda a sua toalha sobre os pequenos estrados de madeira existentes em cima das pedras e, pé ante pé, banhe-se nas águas calmas e de temperatura amena do oceano Atlântico.

Praia de calhau em Ponta do Sol
Praia de calhau em Ponta do Sol
Praia de calhau em Ponta do Sol

Calheta

Perto de Ponta do Sol, na Calheta, poderá contudo aproveitar para tomar banhos de sol mais confortáveis numa das poucas praias com areia existentes na Madeira. A areia foi trazida para ali de Marrocos. Na localidade da Calheta, caso tenha interesse, poderá visitar ainda uma das poucas fábricas de açúcar existentes atualmente na ilha. Ali produz-se mel, usado na confecção do tradicional bolo de mel da ilha, e aguardente destilada do xarope da cana do açúcar.

Calheta
Praia de areia na Calheta

Jardim do Mar

A pequena povoação de Jardim do Mar é o local ideal para o surf na costa sul da ilha. São Vicente é a Meca do surf na costa norte. Em Jardim do Mar não há muito para fazer a não ser perder-se nas ruas e becos da pequena localidade que descem todos até à praia de seixos e ao mar. A ondulação ali é um pouco perigosa, inclusive para os surfistas mais experientes.

Ruas e pequenos becos em Jardim do Mar
Igreja Paroquial em Jardim do Mar
Ondulação marítima em Jardim do Mar

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