Madeira IV – roteiro pela zona leste

A zona oriental da Madeira é a menos visitada pelos turistas, mas é a primeira que estes vislumbram quando chegam à ilha de avião, ao sobrevoarem Machico e Santa Cruz. Apesar de menos explorada, a zona leste deve também ser alvo de uma visita dadas as suas belas povoações, como o Caniçal, Machico ou Garajau, e os seus penhascos e ravinas vulcânicas, em especial na Ponta de São Lourenço, que fazem de parte da zona uma bonita e quase inóspita reserva natural. O itinerário é curto, mas contempla o que de melhor há para ver por ali. Comece o dia saindo do Funchal e percorra primeiro os quase 35 quilómetros de carro que a separam da Ponta de São Lourenço.

Ponta de São Lourenço

A Ponta de São Lourenço é uma cadeia muito estreita e comprida de ravinas e penhascos vulcânicos situada na parte mais oriental da ilha. As rotas de avião costumam passar ali mesmo por cima. Na verdade, toda a zona é uma reserva natural pela quantidade imensa de plantas costeiras que aí se encontra. O castanho substitui o verde como cor predominante na paisagem. É a zona mais árida e inóspita da ilha, assemelhando-se em dados momentos a um verdadeiro deserto. A parte final da Ponta de São Lourenço só pode ser explorada a pé, a partir do último parque de estacionamento automóvel existente na Estrada Regional (ER) 109. Na parte mais extrema da Ponta de São Lourenço, junto do Ilhéu do Farol, é possível ver Porto Santo, outra ilha do arquipélago da Madeira. Caso queira passear pela zona, muna-se de roupa e calçado confortáveis e água. Pelo caminho, repare nas pequenas torres de pedra que vão sendo erguidas um pouco por todo o lado pelos visitantes da zona.

Ponta de São Lourenço
Ponta de São Lourenço

Prainha

Perto do parque eólico, antes de chegar a Caniçal, aproveite para tomar um relaxante banho na Prainha. A praia é uma pequena e bela baía abrigada por um conjunto alto de penhascos. É também a única praia em toda a ilha com areia natural. No local há um café que oferece a possibilidade de alugar algumas espreguiçadeiras para puder apanhar alguns raios de sol caso não tenha toalha ou não queira, simplesmente, deitar-se na areia de cor preta.

Prainha, panorâmica

Caniçal

Perto da Prainha fica Caniçal, uma aldeia histórica de pesca de baleia. Na localidade, visite o Museu da Baleia da Madeira. Este estava encerrado durante a minha ida à localidade. Diz-se que foi em Caniçal que, em 1956, o diretor John Huston decidiu gravar algumas cenas do filme Moby Dick.

Museu da Baleia da Madeira: O espaço está aberto de 3.ª Feira a Domingo entre as 10h30 e as 18 horas. O museu recomenda que a última entrada seja feita às 16h30. O bilhete de adulto custa 10€, sendo que as crianças com idade superior a 6 anos pagam 50% desse valor. A entrada é gratuita para crianças com idade inferior a 6 anos. A visita inclui audioguias. Para mais informações, consulte aqui o site oficial do museu.

Museu da Baleia da Madeira, D.R.

Machico

Perto do Caniçal encontra-se Machico. Esta cidade tem uma grande importância na história de Portugal e, particularmente, na história do arquipélago. Foi ali que, em 1419, João Gonçalves Zarco, o descobridor da Madeira, desembarcou pela primeira vez. A ilha desde logo se assumiu como estratégica nas relações comerciais da coroa portuguesa com o estrangeiro por se encontrar localizada ao largo da costa de África. A coroa de Portugal atribuiu ao infante D. Henrique a tarefa de povoar e explorar economicamente a ilha. Em 1440, em Machico, foi criada a primeira capitania, doada a Tristão Vaz Teixeira. João Gonçalves Zarco ficaria, por sua vez, dez anos mais tarde, com a capitania do Funchal. Uma estátua em honra de Tristão Vaz Teixeira poderá ser vista na praça principal em frente da igreja paroquial.A igreja também é do séc. XV.

Estátua de Tristão Vaz Teixeira, Machico

Santa Cruz

Santa Cruz é uma cidade sem muitos atrativos. A calma que impera por ali contrasta por vezes com o barulho dos aviões que passam rente em direção à pista do aeroporto. O ponto central de Santa Cruz é a praia, ladeada por muitos bares e cafés. É da praia que se pode observar a aproximação final dos aviões à ilha.

Praia em Santa Cruz

Garajau

Uma pequena estátua do Cristo Rei é o motivo da visita à pequena localidade de Garajau. A estátua foi construída em 1927 e está situada no alto de um promontório rochoso, no extremo sul de Garajau. A localidade tem este nome devido à ave garajau. A ave pode ser observada a voar por cima do caminho em ziguezague existente atrás da estátua do Cristo Rei. O caminho desce pelo penhasco, permitindo aceder a uma pequena e escondida praia.

Estátua do Cristo Rei, Garajau
Estátua do Cristo Rei, Garajau

2 opiniões sobre “Madeira IV – roteiro pela zona leste”

  1. como pode a estatua do cristo rei do garajau ser uma replica de uma estatua que veio a ser construida 5 anos apos a estatua do garajau?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *