Madeira I – roteiro pela costa Norte

Dedique um dia inteiro da sua estadia na Madeira a visitar a costa norte da ilha. Se está no Funchal, no sul, acorde cedo porque o caminho até Santana, ponto de partida do roteiro de hoje, ainda é um pouco demorado. Apanhe a Via Rápida (VR) 1 até Machico e de lá siga pela íngreme Estrada Regional (ER) 308 até à pequena cidade de Santana. Durante a viagem na ER308 aproveite para perder o fôlego com o relevo do terreno que termina abruptamente quando começa o oceano. Relaxe e contemple alguns dos miradouros que encontrará pelo caminho. Tire muitas fotografias a vistas de cortar a respiração.

Santana

Santana é uma paragem obrigatória quando visitar a ilha. Por vários motivos. O mais importante é porque é ali que se encontram as típicas casas triangulares de madeira, chamadas hoje em dia de palheiros, e cujos telhados são de colmo. O outro, não menos importante, é porque é dali que parte a estrada até à Achada do Teixeira, o último local onde poderá deixar o seu veículo automóvel antes de prosseguir a pé até ao topo do Pico Ruivo, o ponto mais alto da Madeira. Mas ainda não vai explorar a cidade já. Fica para depois da caminhada até ao Pico Ruivo.

Câmara Municipal de Santana

Achada do Teixeira

Deixe então a cidade para depois e parta em direção à estrada que conduz à Achada do Teixeira. Deve seguir em direção ao Pico das Pedras continuando depois até à Achada do Teixeira. Esta já se situa a 1592 metros de altura e é dali que a subida final ao Pico Ruivo se inicia. De um ponto ao outro são 2,8 km de distância a pé, pelo que senão for cedo arrisca-se a não conseguir chegar ao cume ou porque as nuvens tapam a vista ou porque o calor será demasiado. Leve roupa e calçado confortáveis e água para andar a pé quase 6 quilómetros no total. Mas valerá bem a pena. O seu carro ficará aqui.

Achada do Teixeira com parque para veículos automóveis ao fundo

Pico Ruivo

O Pico Ruivo é o ponto mais alto da Madeira e encontra-se a 1851 metros de altura. É a terceira montanha mais alta de Portugal. Do seu cume avista-se toda a ilha. Para sul poderá apreciar a paisagem vulcânica e os desfiladeiros da Madeira, enquanto que para norte o acidentado relevo é substituído por florestas luxuriantes. Uma experiência a não perder que só vale a pena colocar em prática caso não existam nuvens no céu.

Casas de Santana

De volta à pequena cidade de Santana, relaxe da caminhada até ao Pico Ruivo e aproveite para conhecer então as típicas casas triangulares de madeira. Estas coloridas casas são hoje em dia utilizadas como anexo para as cozinhas e casas de banho, que, antigamente, não existiam. A maioria está situada bem no centro da pequena cidade, junto da Igreja. Estas casas também podem igualmente ser encontradas um pouco por toda a localidade se passear pelas suas pequeninas ruas.

Interior das casas de Santana

Rocha do Navio

Siga depois as indicações até ao teleférico existente em Santana. Caso não tenha medo de alturas, utilize-o para ir até à pequena praia de pedra da Rocha do Navio e para ver as fajãs, os terrenos agrícolas ali existentes. A descida é tão íngreme que não vemos o chão enquanto descemos. Pelo caminho, veja as maravilhosas quedas de águas do desfiladeiro à sua direita. A viagem dura aproximadamente 5 minutos. Caso queira, banhe-se no mar, sempre atento à corrente e à agitação marítima. O nome Rocha do Navio deve-se ao nome do navio holandês que afundou nesta zona, no século XIX.

Preço: 5€ para adultos, ida e volta. Até 12 anos, as crianças pagam 1€;

Horário: das 9h às 17h.

Descida de teleférico e vista do mar e das fajãs em Rocha do Navio

Grutas de São Vicente e centro de vulcanismo da Madeira

De Santana, percorra a ER101 e pare em São Vicente. A estrada costeira passa por um sem fim de túneis, ajudando-nos a ter um pouco percepção do esplendor visual que nos rodeia. Os penhascos terminam abruptamente no mar e vinhas crescem em socalcos quase verticais. A pequena São Vicente é tida como a Meca dos surfistas na Madeira, já que ali a ondulação marítima é grande. Vale a pena percorrer as ruas de basalto cinzento da cidade para ver as suas casas brancas. Todas têm pormenores em vermelho e persianas, portas e varandas em verde-escuro. Caso o programa não o alicie, parta à descoberta das grutas da cidade. Estas formaram-se há 890 mil euros quando existiu uma enorme erupção vulcânica no planalto da ilha, o Paúl da Serra. É ali que se encontra o centro de vulcanismo da ilha e onde se poderá compreender a formação da Madeira, há muitos milhões de anos atrás. A visita às grutas contempla um passeio pelos caminhos formados pela lava e pela lagoa dos desejos, onde a água é tão fria quanto cristalina. A visita inclui ainda simulações de explosões vulcânicas e uma pequena curta-metragem em 3D que explicará a origem da ilha.

Preço: 8€ por pessoa;

Horário: das 10h às 18h, visitas guiadas.

Estrada Regional da costa Norte com a sua imensidão de túneis e quedas de água
Lagoa dos desejos nas grutas de São Vicente

Seixal

Continue a seguir pela ER101 até Porto Moniz, mas antes pare na pequena povoação do Seixal. Dali podemos ver em quase toda a plenitude o esplendor da costa Norte da Madeira.

Seixal com as suas próprias piscinas naturais

Porto Moniz

Porto Moniz é a cidade mais a noroeste da Madeira. É conhecida pelas suas piscinas naturais formadas na rocha. As piscinas são atualmente um complexo balnear e proporcionam um dia espectacular vivido de forma segura enquanto é molhado pelas salpicos das ondas que batem nas rochas exteriores às piscinas. A água existente no complexo é, por isso mesmo, água salgada proveniente do mar. A cidade de Porto Moniz vive muito do turismo gerado por estas piscinas naturais e é isso que movimenta a economia local. Estes restaurantes, que servem algum do melhor marisco que pode ser comido na ilha, dominam a parte baixa da cidade.

Preço: 1,5€ por pessoa, gratuito no caso de crianças com idade inferior a 3 anos;

Horário: no Inverno, das 9h às 17h e no Verão, das 9h às 19h.

Piscinas naturais de Porto Moniz

Ponta do Pargo

De Porto Moniz dirija-se a seguir para Ponta do Pargo, a ponta mais ocidental da Madeira. O dia por esta altura estará quase a terminar. O farol ali existente é o local privilegiado para ver o por do sol na ilha. Está situado numa alta falésia, a 295 metros de altura. Este data do início do século XX e tem uma pequena exposição de mapas e fotografias de todos os faróis construídos em todas as ilhas do arquipélago da Madeira. Há ainda por ali uma pequena igreja paroquial.

Farol da Ponta do Pargo
Ponta do Pargo, na Madeira

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