Tailândia: dias 18, 19 e 20 – um último adeus a Bangkok

Os dias passados em Ao Nang Beach, Krabi e nas ilhas da costa de Andaman passaram a correr. Antes de zarpar em direção a Bangkok, ainda ficámos mais um dia em Ao Nang Beach, a desfrutar da praia, do comércio e da comida locais. Sem muitas preocupações sobre horas e sobre o que não se conseguiu ver, mas já com alguma tristeza à mistura por as férias estarem a chegar ao fim. Contudo, havia depois mais 24 horas para aproveitar em Bangkok antes de dizer ‘até breve’ à Tailândia. E o que se queria ver nesse curto intervalo de tempo já estava bem definido. O último dia, já na capital, começou assim bem cedo para aproveitar os primeiros raios de sol da manhã em pleno Wat Arun. Em seguida, foi tempo de visitar o museu da casa de Jim Thompson. Se houvesse ainda tempo, ainda se iria explorar a zona de Siam Square. Esta é muito conhecida na cidade pela sua diversidade de lojas e quantidade quase infinita de centros comerciais. Uma verdadeira loucura.

Wat Arun

Além do Wat Po e do Wat Phra Kaew, é impossível sair de Bangkok sem conhecer o Wat Arun. E uma das melhores alturas para o visitar é logo pela manhã, quando este recebe e reflete os primeiros raios de luz do dia. O Wat Arun também é conhecido como Templo do Amanhecer. O templo está localizado mesmo junto do rio Chao Phraya, na margem da cidade oposta às dos outros dois templos, na zona de Thonburi. Esta região de Bangkok já foi em tempos idos capital da Tailândia, durante um curto espaço de tempo, no séc. XVIII.

Wat Arun

O templo é facilmente acessível de transporte público. Basta apanhar um dos barcos que cruza diariamente o rio e sair na plataforma de Tha Tien. Daí, basta apenas um outro barco que o deixa mesmo em frente, na outra margem do rio. É aí que se encontra o Wat Arun com o seu grande prang, que atinge quase 80 metros de altura. Esta torre em forma de flecha, por ser muito alta, recebe assim os primeiros raios de luz do dia. O prang foi construído numa série de terraços decorados com peças de porcelana multicoloridas. Uma escadaria conduz os visitantes da base até ao topo do templo. Já as varandas que serpenteiam o exterior desta torre proporcionam vistas deslumbrantes e panorâmicas de toda a cidade.

Uma outra boa altura para visitar o Wat Arun é durante o pôr-do-sol. É nesta altura que a luz que incide diretamente sobre o templo produz o efeito mais espetacular do dia. Na altura em que o visitei, o Wat Arun estava a passar por trabalhos de conservação. Não foi possível observar todos os espaços museológicos que o templo esconde no seu recinto. O Wat Arun está aberto diariamente a visitas, entre as 08:30 e as 17:30, e o preço de entrada era de 100 Baht.

Melhor maneira de dizer adeus a Bangkok: do Wat Arun

Jim Thompson House

A casa de Jim Thompson, em pleno centro comercial da cidade, é hoje em dia um museu privado. A casa Thompson é um excelente exemplo da arquitectura tradicional tailandesa. No seu interior existe uma interessante colecção de antiguidades orientais. Estas preciosidades pertenciam ao próprio Jim Thompson, que ali morou após a 2.ª Guerra Mundial.

Jim Thompson House
Pátio da Jim Thompson House

Jim Thompson, de nacionalidade americana, foi o homem responsável por dar um novo alento à indústria tailandesa da seda após a segunda grande guerra. Durante todo o tempo em que esteve na Tailândia foi recolhendo imensos artefactos culturais sobre o país e a região do sudeste asiático. Era verdadeiramente apaixonado por esta região do globo. Até hoje desconhece-se as circunstâncias em que terá desaparecido sem deixar rasto, na vizinha Malásia.

Produção de seda tailandesa na Jim Thompson House
Produção de seda tailandesa na Jim Thompson House

O museu privado está rodeado por um fabuloso jardim, paredes-meias com um dos canais de água que corta e delineia o traçado da cidade de Bangkok. A casa de Jim Thompson está aberta a visitas a partir das 09:00. A última visita guiada começa às 17:00. O local é facilmente acessível de transportes públicos. Basta apanhar o Skytrain BTS, linha verde escura, em direção à estação ‘National Stadium’. A saída é essa estação terminal.

Seda tailandesa à venda na Jim Thompson House
Jardins na Jim Thompson House

Siam Square e MBK Shopping Center

Perto da casa de Jim Thompson encontra-se a movimentada Siam Square. A zona é um emaranhado de centros comerciais, lojas e avenidas congestionadas e local de eleição para quem quer simplesmente andar às compras. É impressionante a agitação do local. Parece que tem vida própria. Os centros comerciais têm quase todos ligações com a estação ‘Siam’ da rede de Skytrain BTS. É ali mesmo que se cruzam as suas duas linhas em atividade: a verde clara e a verde escura. É muita, muita confusão.

Skytrain BTS em Bangkok
Em plena Siam Square

Ali encontra-se por exemplo o Hard Rock Café de Bangkok e um dos centros comerciais mais famosos da cidade: o MBK. O MBK pode ser muito caótico especialmente ao fim-de-semana quando a maioria da população local se junta aos turistas para negociar o preço de todos os produtos que quer comprar. O MBK não é por isso um centro comercial comum. Ele é muito diferente dos ‘irmãos’ construídos depois dele na mesma zona, o Siam Discovery, o Siam Centre e o Siam Paragon.

MBK
Interior do MBK
Interior do MBK

No total, o MBK tem 8 pisos e mais de 2 mil lojas no seu interior. Vende-se roupa principalmente, mas ali pode-se comprar um pouco de tudo, à semelhança do que se pode encontrar no Chatuchak Weekend Market, do qual já falei aqui no Desporto: Viajar. Creio que é impossível sair do centro comercial sem trazer na mão o que quer que seja. A zona de restauração é que não acho que seja muito boa porque tem apenas comida asiática e muito pouca (ou nenhuma) ocidental. O MBK é um marco na história de Bangkok desde o ano de 1986 quando foi construído.

Depois de regressar ao hotel, do qual falo mais abaixo, foi tempo apenas de descansar um pouco e arrumar o que restava arrumar nas malas de viagem. Mais à noite, chamei um táxi e rumei de novo ao aeroporto internacional de Bangkok para apanhar o voo para Lisboa, via Dubai, com a Emirates. A primeira perna até aos Emirados foi feita num dos novos A380 da companhia, o maior avião comercial do mundo. O ‘bicho’ de dois andares, na sua configuração máxima, consegue levar mais de 800 passageiros. Destacaram-se o silêncio no interior, o entretenimento e o conforto geral a bordo.

Emirates A380

Sugestão de hotel

Chillax Resort – O hotel está localizado bem no centro da cidade, junto ao rio Chao Praya e a meio quilómetro a pé da plataforma Phra Athit, próxima da Khao San Road. A unidade hoteleira tem classificação de 4 estrelas. Destacam-se a piscina de beiral infinita e as banheiras de hidromassagem existentes em todos os quartos. Estes têm decorações sóbrias e bonitas. O pequeno-almoço é muito bom com boa abundância de sumos naturais e frutas diversas.

Pontuação do hotel: 8 em 10.

Pequeno-almoço
Quartos do Chillax Resort
Piscina de beiral infinito

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