Tailândia, a terra dos sorrisos sem fim

Tailândia. Terra de gente com alma budista. Dos sorrisos tímidos e hospitaleiros que não se esgotam nunca. Com uma paisagem estonteante repleta de praias e ilhas paradisíacas que há muito estão no nosso imaginário. Com uma herança cultural única que mexe com todos os sentidos de quem por lá se aventura. Um país que oferece tanto a quem procura experiências individuais únicas… As comidas por exemplo são deliciosas. Há passeios de elefante para lá de inusitados. Mercados flutuantes de uma beleza notável. Mulheres cujo pescoço faz lembrar o das girafas. Hóteis de charme. Massagens únicas, baratas e revigorantes. E monges e templos budistas sem fim. São ritos e tradições bem próprias enraizadas em crenças antigas que se mantêm em força e que atraem milhões ao antigo Sião, todos os anos.

A Tailândia sempre foi uma nação independente. Nunca foi colonizada por ninguém. Talvez isto explique a forte adesão da população do país ao Budismo, religião nacional, e à Monarquia Constitucional, onde os reis ainda são venerados como nos tempos de antigamente. A terra é sentida pelo visitante como antiga e diferente. O povo local soube combinar como poucos o respeito pelo seu passado sincero com o moderno super entusiasmante e actual. É neste paradoxo único que reside a riqueza cultural da Tailândia.  E foi essa promessa agradável e cultural que me atraiu e garantiu uma das minhas melhores viagens de sempre.

Mercado flutuante em Damnoen Saduak

O país já há muitos anos mexia com a minha cabeça. Diziam que era uma excelente introdução ao Oriente, tão exótico, diferente e longínquo de nós. Tudo foi planeado ao mais ínfimo pormenor. Mas só à terceira tentativa de lá ir é que a viagem saiu do papel e se tornou de facto realidade. Os locais a visitar já há muito estavam escolhidos. Banguecoque funcionaria como porta de entrada no país. Mas não serviria por nós como passagem rápida e fugaz para Phukhet, no sul do país. Aliás, aí nem colocámos os pés. Preferimos assentar arraiais em Krabi e Ao Nang Beach, montando uma espécie de base para explorar as praias e ilhas da região. A famosa Maya Bay, onde foi gravado o filme ‘A Praia’ e protagonizado por Leonardo diCaprio, há muito que estava no roteiro.

Wat Traimit, Chinatown
Wat Prathat, Doi Suthep, Chiang Mai
Wat Rong Khun, White Temple, Chiang Rai
Mulheres girafa

Mas foram as imagens do norte do país, em especial da região de Chiang Mai, que alteraram profundamente todo o nosso itinerário. Que o fizeram aumentar até aos 20 dias. Que nos fizeram sonhar. Acabou por ser a minha maior viagem de sempre fora de Portugal e da Europa. Para garantir que a maioria dos planos feitos não saia furada também se escolheu a dedo a altura certa do ano para ir: Janeiro e Fevereiro, a estação mais seca e quente do país.

Ilhas Phi Phi
Hong Islands
O típico prato tailandês: pad thai

É a experiência desses 20 dias que vai enriquecer desde este preciso momento o Desporto Viajar. Se depois desse tempo todo não me conseguirem aturar mais dada a quantidade de fotos e de artigos que penso escrever sobre o país, peço antecipadamente desculpas. Mas como os tailandeses tão alegremente me ensinaram: ‘mai pen rai’. Não importa.

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